sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DIA DAS MÃES - 11/05/14

Dia das Mães, ok.
Sonho de consumo: tempo livre.
Melhor presente: a lição que o que importa é o amor que você sente.
Missão: aprender a não esperar nada dos outros porque, afinal, são os outros!

Valentine's - 15/02/14

Acho que temos que observar bastante nossa mente para não confundirmos a seguinte ninhada de gatos: metta por si mesmo e egolatria; compaixão e generosidade com não dar importância a si mesmo e baixa auto-estima; e equanimidade em datas especiais com insensibilidade.
Nas "datas especiais", repletas de comportamentos condicionados, é complicado ficar equânime com a publicidade batendo à nossa porta e a carência querendo sair pela janela. Não sei se é massagem de ego ficar se dando agrados, fazendo pequenos mimos consigo mesmo. Pessoalmente tenho a sorte de detestar comprar, então só me aventuro quando eu preciso mesmo.
Neste Valentine's, pior foi controlar a aquisição e consequente consumo de chocolate...

kidless - 28/01/14

Hoje tenho noção da liberdade que eu tinha quando não tinha filhos. Chegava em casa do trabalho e fazia o que quisesse. Como eu tinha tempo e não sabia!

SER POP É SER MAIS RELAX - Janeiro de 2014

SESC GRUSSAÍ - Como é bom frequentar os mesmos lugares que as pessoas que não nasceram em berço de ouro frequentam! Só de olhar em volta, dá pra perceber que as pessoas aqui hoje têm as mesmas coisas que outras de classes mais altas. Mas também dá pra perceber que elas, ou seus pais, lutam ou lutaram para isso, então dão muito mais valor ao que têm. Estão muito mais satisfeitas e realizadas com esse relativamente pouco que, para alguns, pode ser até muito!
Olhando para os meninos, vejo que eles se divertem com a piscina, comendo hambúrguer, às vezes tomando uma cervejinha. Outros, mais introspectivos, parecem apreciar os estudos e seu aparente sucesso escolar.
As meninas, bem... elas não me chamam muito a atenção, sorry... Os modelitos em geral correspondem ao que cariocas poderiam chamar de "SAARA Fashion".
A  forma física da galera em geral revela que comem as promoções do Supermercado Guanabara ou quejandos. Integrais e orgânicos passam longe. Consumo inconsciente. Bem, apesar de meus esforços naturebas, confesso que não destoo da paisagem.
Meninos e meninas, todos parecem curtir bem suas famílias e amigos. No ambiente rola muito menos tensão, menos controle da auto-imagem, e bastante mais espontaneidade e cordialidade entre os hóspedes do que em outros lugares que já frequentei.
Este bem-estar da simplicidade vai fazer mais bem à minha filha do que a tensão constante de querer ir à Disney como as amiguinhas - muitas das quais foram com as despesas pagas pelos avós ricos, que minha filha não tem.

DHAMMA ON THE ROAD - 16/01/14

Dirigir na BR-101 é um verdadeiro videogame de corrida de carros na vida real. Portanto, é uma ótima oportunidade para se praticar o Dhamma.
Para dirigir em mão dupla e se salvaguardar de ultrapassagens proibidas vindo na contramão, plena atenção.
Para não ter raiva dos motoristas barbeiros, velozes e furiosos, metta.
Para proteger sua própria vida e dos apressados que insistem em te ultrapassar, mesmo que você esteja na velocidade máxima permitida, karuna. É aquele momento em que você deixa espaço suficiente para seu coleguinha de samsara ser feliz entrando na sua frente na fila de carros atrás de um caminhão, gloriosamente se adiantando os poucos metros que correspondem às medidas de seu carro econômico.
Dhamma on the road é meditação dirigindo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

“RAIN” ON THE BUS

Gosto muito de utilizar a técnica “RAIN”, ensinada pelo Bhante Buddharakita. Ela me auxilia bastante em turbinar a plena atenção no momento presente e obter consequentes insights.
A sigla, em inglês, tem uma conveniente correspondência com as palavras em português que ela representa.
- “R” quer dizer “reconhecer”: quando surge um pensamento ou um sentimento, ou ambos, devemos reconhecer seu surgimento.
- “A” quer dizer “aceitar”: é fundamental aceitarmos esses pensamentos e/ou sentimentos pois, se os negarmos, não entraremos em contato verdadeiro com o que se passa em nossas mentes.
- “I” quer dizer “investigar”: quando aceitamos nossos pensamentos e/ou sentimentos, é como se os víssemos cara a cara. Frente a este franco espelho, uma vez identificados, podemos investigá-los. Qual é a natureza deste pensamento ou sentimento? Por que ele surgiu? Que comportamentos, preconceitos, traumas, condicionamentos, estão sendo expressos?
-“N” quer dizer “não se identificar”: ao lembrarmos que não há um “eu” para se identificar com aqueles pensamentos e/ou sentimentos, podemos nos distanciar do acontecido, praticar o Dhamma e ir reduzindo a geração de karma, ou gerarmos bom karma.
Enfim, estava sentada no ônibus, quase lá no fundo, no calor do verão do Rio de Janeiro, quando de repente comecei a ouvir aquela música irritante produzida por celulares sem fone. O volume da música ia aumentando gradativamente e minha aversão, proporcionalmente: falta de respeito alguém obrigar os outros a ouvir gospel, ainda mais cantado por sertanejos! Como não localizava a pessoa causadora do desconforto, deu tempo de “startar” um “RAIN”. Reconheci a aversão, aceitei, investiguei e não me identifiquei com o fato. Afinal, viva a impermanência!
O som continuou se aproximando e vi que o portador de celular era um senhor negro que puxava um pouco de uma perna. Ônibus cheio, já um bom número de pessoas em pé. Resolvi ceder o lugar para o senhor, que relutou em aceitar. Aceitou. A música continuou, agora bem perto do meu ouvido, mas foi bem melhor vê-lo sentado e percebê-lo confortado pela música que ouvia.
Vagou outro lugar. Sentei. Ele saltou antes de mim e a música foi embora junto. Ficou a lembrança de que, nos milhares de renascimentos neste Samsara, todos já fomos parentes em algum momento. Por isso cai sempre bem Karuna e Metta, essa dupla imbatível!

RAIN ON ME, ALWAYS!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Xmas rides again!

Neste ano minha filha descobriu que Papai Noel não existe. O Natal ficou ainda mais sem graça. Ela ainda sugeriu fingir que acredita pra poder pegar o presente no dia 25 de manhã, mas já era tarde: ela esqueceu que já o tinha aberto pra brincar com um amiguinho... Mas acho que pro ano que vem vamos combinar que acreditamos com mais antecedência pra poder brincar de presente na árvore de novo. Ou será que era eu que sonhava que colocava os presentes lá???