segunda-feira, 11 de novembro de 2013

NAMO BUDDHAYA

Hora de parar de brincar de soltar a pipa da imaginação e descer da laje: começa a partir de agora o desafio Detox pro Retiro.
Hora de redobrar o esforço de fazer as coisas a seu tempo e a sua hora, com plena atenção no momento presente, respirando, sentindo.
Hora de apenas reagir, não agir: assim como o chocolate que podemos comer quando a fome ou qualquer outra coisa aperta, escrever, só no blog!
Reconhecer as Quatro Nobres Verdades, fazer o trabalho a ser feito. A vida santa ainda está por ser vivida.
Muito feliz em encarar esse novo desafio de vivenciar a realidade mais nua e crua impossível, tão próxima, dentro de cada um de nós.
Atenção e concentração afiadas, descarnando todas as ilusões. Ao relento, expostos os ossos que, com o tempo, ao pó voltarão. A liberdade suprema da dissolução.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

THE VOID AND THE EMPTINESS

What's the difference between the void and the emptiness?
Emptiness is the state of containing nothing; something contains nothing.
The void is the state of there being nothing to contain anything.
Today I am empty, in the search to be the void.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PRANA

Até que ele entre em cena, os minutos dos dias passam atropelados. Depois, cada momento dura o que deve durar: uma inspiração e uma expiração. A gente não sabe quando começou, nem se a próxima virá. Mas cada célula se enche de vida e luz, cada segundo é intensamente experienciado. O tempo retoma seu ritmo próprio e se expande em paz.

domingo, 8 de março de 2009

AMNÉSIA FOTOGRÁFICA

Mais de um ano depois, finalmente recupero a vergonha na cara de voltar a postar um texto no meu blog. Estaria se tornando um blog carnavalesco? Ou será que é só nesse mega-feriadão que tenho tempo de praticar meu esporte favorito? Bem, desta vez o que me impele a escrever é a falta de uma esperada imagem.
No último sábado (21/02), li na coluna do João Ximenes Braga, no caderno “Ela”, do jornal “O Globo”, sua discordância sobre a velha máxima de que “uma imagem vale por mil palavras”. Para tal, exemplificou com a experiência de um amigo que, cansado de sua amnésia alcoólica, decidiu registrar seus momentos “altos” a fim de poder se recordar do que havia feito. Começou com uma câmera e obteve péssimas fotos. Optou por escrever e, as poucas palavras que conseguiu registrar, davam muito mais o que pensar sobre os acontecimentos embebidos em álcool.
Assim como o colunista, também eu sempre preferi ler e escrever do que desenhar e que tais. Será que é daí que vem minha amnésia fotográfica? Quando me lembro de levar a câmera, tenho preguiça e acabo me esquecendo de tirar as fotos. Meu último acesso de amnésia foi justamente ontem, no jantar de 5 anos de minha filha, que nasceu numa quarta-feira de Cinzas em 2004.
Ela como, há quase um mês, já ganhou de presente de aniversário um gato, decidiu desde então comemorar seu dia indo a um restaurante japonês. Ela adora “salmão cru”, se pudesse comeria dia sim, dia não! Para registrar o esperado momento, já acordei colocando as baterias da câmera digital para carregar. Antes de me arrumar para sairmos, coloquei a câmera na bolsa. Estávamos indo eu, o pai, o irmão, o padrinho, a madrinha, a melhor amiga e os pais da melhor amiga. Eventão!
Chegando lá, uma surpreendente dificuldade para arrumarmos mesa. Em plena quarta-feira de Cinzas, o lugar estava lotado!
ABRE PARÊNTESES: Por que a cidade parece tão vazia neste Carnaval e, a qualquer lugar que se vá, está tudo tão cheio? É bloco, é cinema, é galeto, é restaurante japonês... Vai entender! FECHA PARÊNTESES.
Conseguimos a mesa para nove, conseguimos fazer os pedidos, nossos amigos que optarem pelo “a la carte” conseguiram ser servidos. Eu, meu marido e as crianças, que optamos pelo rodízio, ficamos a ver navios de combinados passando de um lado para o outro, esperando pelos pratos que não vinham. Meu marido reclamou, outro marido em outra mesa reclamava da demora.
A mãe da melhor amiga, que sempre leva câmera e sempre lembra de tirar fotos, fez uma linda das duas pilombetas! Eu esperava, com fome, a comida, torcendo para o tempo não fechar de vez com as reclamações e estragar o jantar. Na outra mesa, outra família tirava foto do pai segurando o bebezinho. Flashes refletindo em todas as paredes do restaurante: não posso me esquecer de tirar as fotos. Mas é melhor deixar pro final, quando tiver baixado toda a poeira...
Quando os amigos “a la carte” estavam quase terminando, começa a pingar o rodízio: missoshiru, harumaki, yakisoba, os sushis, mamãe-tô-com-sede-pede-logo-o-mate-quero-água-cadê-o-garçom, enfim os temakis!
Não sei bem do que se trata a “slow food”, mas sou definitivamente adepta do “slow eating”. Então serviço lento pra mim não é bem um problema, entende? Mas com criança, o “timing” de um jantar é definitivamente outro. Após toda essa prova zen pressa, quando acabei de comer o restaurante já estava bem mais vazio e as duas meninas brincavam láaaaaaaa no tatame desocupado. A madrinha da minha filha, cansada e com sono, já quis ir embora. Os demais “a la carte”, rapidamente satisfeitos, poderiam também já fechar a conta, que foi então pedida. Meu filho, ainda mais “slow” do que eu, depois ainda queria um mate, substituído por um ban-chá, que era cortesia e não ia dar mais trabalho no fechamento.
Pagamos e fomos embora.
A câmera não saiu da bolsa até agora, portanto muito menos a foto. Saiu essa postagem. Menos de mil palavras, que não sei se valem uma imagem do exato momento em que, após 5 anos, o aniversário da minha filha caiu de novo uma quarta-feira de Cinzas...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

ESSE ANO NÃO VAI SER IGUAL ÀQUELE QUE PASSOU

O primeiro dia útil oficial do ano foi 2 de janeiro. Mas o Carnaval só acabou ontem, muito mais do que bissextamente, na véspera da volta às aulas . Então a verdade é que só hoje 2008 começou a funcionar, e funcionar À VERA!

Ano Novo, vida nova: momento de retrospectivas e projetos para o futuro. O futuro começa depois do Carnaval, ou seja, hoje. No futuro, quer dizer, hoje, vou recomeçar minha dieta abandonada desde as festas de fim-de-ano. Vou arrumar a estante e o armário. Vou ligar pra alguns amigos que não vejo desde as festas de fim-de–ano e não encontrei no Carnaval.

Mas hoje já é segunda-feira e o trabalho começa! As aulas também! Não dá mais tempo de arrumar nem a estante nem o armário. Pros amigos, vou ligar no fim-de-semana, hoje está todo mundo trabalhando mesmo... Pelo menos deu pra recomeçar a dieta.

O ano mal começou, mas começou bem. Após tantos anos, a Portela desfilou no sábado entre as campeãs. No domingo a luz da cozinha pifou totalmente e nos vimos obrigados a chamar logo o eletricista pra fazer os consertos adiados pra depois do Carnaval. A casa, que andava com várias áreas de sombra, hoje voltou a ficar plenamente iluminada. Falando em iluminação, amanhã começo as aulas de ioga.

Então percebo que esse ano pode ser da aceleração no caminho de volta ao “lar”. Já em 2007 voltei a cantar em coral. Amanhã é a ioga. No começo de março vamos fazer de novo uma festa no terraço, que não fazemos desde o batizado da minha filha em 2004. Vou voltar a sair sozinha com meu marido no mínimo uma vez por mês, com naturalidade, e não como se fosse coisa de gente rica. No final do ano vamos sair todos de férias por 15 dias e ainda vamos levar a vovó. Como é bom voltar a ter uma vida normal!

Por isso esse ano, ao que tudo indica, não vai ser igual àquele que passou, em que eu não brinquei, nem meu marido brincou. Esse ano, meu bem, tá combinado: nós vamos brincar adoidado!

FELIZ 2008, galera!!!

Escrito no primeiro dia realmente útil do ano da graça de 2008, 11 de fevereiro. Postado nas primeiras horas inúteis da madrugada, quando o ócio é realmente produtivo.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O nome dela é Dona Elizabeth !!!

No "Informativo Bairro das Laranjeiras", que recebo toda semana por e-mail, fui ler o relato de Yeda Dantas/Palhaço Dr. Giramundo, sobre o desfile do Gigantes da Lira deste ano. E tive a felicidade de ali encontrar o link do vídeo, feito com uma câmera de celular por Lucas Landau, registrando a homenagem do bloco a D. Elizabeth.
Ainda não sei nem como, nem quando, a tradição surgiu. Peço, aliás, a quem souber, que divulgue essa informação que, com certeza, acrescentará ainda mais lirismo ao renascimento do carnaval de rua do Rio.
Pra quem não pode presenciar a cena, aproveitem essa "palhinha" generosamente compartilhada por Lucas Landau. Agradeço a ele e a todos os foliões desconhecidos que, a cada ano, vão descortinando as maravilhas escondidas nas ruas nossas de cada dia.
Boa folia, galera!!!